Porto Velho
A etapa Porto Velho marcou o início do percurso do Festival dos Povos da Floresta, conectando arte, território e sustentabilidade no coração da Amazônia Ocidental. Realizada como um espaço de encontro entre artistas, comunidades tradicionais, público urbano e instituições, a edição fortaleceu narrativas construídas a partir dos próprios territórios.
A programação contou com exposição, rodas de conversa, oficinas formativas, experiência sensorial e shows, com destaque para uma curadoria musical que valorizou artistas locais e nomes do Norte do país, ao mesmo tempo em que promoveu encontros com a cena nacional. Um dos momentos marcantes da edição foi a apresentação de Lenine, ampliando o diálogo entre a produção amazônica e artistas reconhecidos em todo o Brasil.
Mais do que um evento cultural, a etapa Porto Velho consolidou o Festival como um meio de visibilidade, formação e fortalecimento da economia criativa local, reafirmando a Amazônia como território de cultura, diversidade e futuro.
SHOWS
Os shows do Festival dos Povos da Floresta reúnem artistas da Amazônia e de diversas regiões do país, criando um encontro musical que valoriza a pluralidade cultural brasileira. O palco se transforma em um ambiente de imersão e celebração, onde diferentes expressões artísticas dialogam com as tradições, os ritmos e as identidades dos povos da floresta. É um espaço pensado para fortalecer a produção cultural regional e, ao mesmo tempo, promover conexões que ampliam a visibilidade e o alcance da arte amazônica.
ARTISTAS
- Dj Ravena
- Povo Gavião
- Terra Indígena Igarapé Lourdes (RO)
- Marfiza
- Bloco Eu te Avisei
- Gabriê
- Patrícias Bastos
- Dj Lohren
- Bira Lourenço
- Bianca Gismonti
- Filó Machado
- Michel Pipoquinha
- Mari Jasca
- Ernesto Melo
- As Pastoras do Asfaltão
- Povo Makurap
- Terra Indígena Rio Branco (RO)
- Povo Tupari
- Bado
- Nilson Chaves
- Orquestra Mapo
- Bonfanti
- Quilomboclada
- Povo Zoró
- Terra Indígena Zoró (MT)
- Minhas Raízes
- Txepô Suruí
- Izabela Lima
- Lenine
EXPOSIÇÕES
Esta exposição nasce como parte viva do Festival dos Povos da Floresta. Não como adereço estético, mas como corpo político, gesto coletivo e presença ancestral que insiste em se fazer visível, ouvir, narrar e criar mundos possíveis a partir da Amazônia. A floresta fala — e aqui, ela fala por meio das mãos, dos traços, das imagens, dos sons e dos corpos que a habitam.
São artistas indígenas, quilombolas, ribeirinhos, urbanos periféricos e habitantes de diferentes margens da Amazônia que se reúnem nesta mostra para tensionar as fronteiras impostas entre tradição e contemporaneidade, entre arte e vida, entre resistência e criação.
A exposição dos Povos da Floresta se constrói como território, como aldeia transitória, como casa de encantados. Um lugar de confluência entre a memória viva dos povos da floresta e os desafios impostos pela colonialidade persistente, o extrativismo predatório, as ameaças ao território e às formas de viver que sustentam a vida há milênios.
As obras reunidas aqui não “representam” a floresta. Elas são floresta. São continuidade dos cantos, das pescarias, das colheitas, das danças, das palavras sopradas em reza, grafismos e silêncio. A tecnologia está presente aqui como extensão do arco e da flecha, como dispositivo de denúncia, como armadilha de imagem, como encruzilhada de futuro.
A curadoria parte do diálogo com os artistas e seus territórios, respeitando suas formas de fazer, dizer, mostrar e ocultar. Cada obra é um corpo político, um gesto de autonomia, uma reafirmação de existência. Este espaço é aberto ao encontro, à escuta e à reciprocidade.
A floresta não é passado. Ela é agora. E pulsa nas imagens, nos sons, nos vídeos, nos desenhos, nas fotografias, nos objetos e nas presenças que compõem esta viva exposição.
Que este espaço não seja apenas de observação, mas de escuta, deslocamento e vínculo. Que não seja apenas uma mostra de arte, mas um chamado à responsabilidade coletiva sobre o presente e o futuro da Amazônia e de seus povos.
OFICINAS
As oficinas abrangem tanto práticas contemporâneas quanto processos formativos que fortalecem os saberes e fazeres da região. São espaços construídos para promover aprendizado, troca de conhecimento e aproximação com diferentes expressões culturais da Amazônia.
Durante o festival, o público participa de atividades criativas, vivências práticas e formações que dialogam com a arte, o território e a identidade amazônica. As oficinas reforçam o nosso compromisso com a valorização dos artistas e profissionais da cultura, ao mesmo tempo em que incentivam novas experiências e o desenvolvimento de habilidades em diversas áreas.
EXPERIÊNCIAS SENSORIAIS
As experiências sensoriais do festival propõem vivências imersivas que aproximam o público da estética, dos saberes e das expressões amazônicas. Por meio de estímulos visuais, sonoros e espaciais, essas atividades reforçam a relação entre cultura, território e pertencimento, ampliando a compreensão sobre a diversidade dos povos da floresta.
RODAS DE CONVERSA
Antes da abertura da exposição, nossos profissionais e representantes compartilham a proposta, as inspirações e o caminho que trouxe a exposição até ali. É um espaço para entender, perguntar e já começar a mergulhar na experiência que será vivida.
Um encontro leve, aberto e acolhedor, feito para aproximar e preparar o público para tudo que vem depois.